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Três Anos Sendo Mãe: Um Relato Pessoal

Foto do escritor: Caroline Ferreira dos Santos
Caroline Ferreira dos Santos
22 de jul.
4 min de leitura

Atualizado: 24 de ago.

Eu sabia que não ia ser fácil. Não romantizei a gestação nem a maternidade, mas, sinceramente, nem em sonho eu pensei que eu ia ser atropelada por um trem diariamente.


Eu sabia que meus hormônios iam enlouquecer, mas achei que eles voltariam ao normal. Me preparei para assumir mais um papel, mas não percebi que ele ia se sobrepor a todos os outros, tornando tudo muito mais difícil.


A Redescoberta da Maternidade


Eu sabia que tudo ia mudar e que eu ia precisar me redescobrir. Eu ia morrer e nascer de novo. Mas, três anos depois, ainda me sinto em cacos o tempo todo. Estou tentando juntar algumas peças e vendo o que fazer com as que faltam.


E não, a maternidade não é horrível assim. Ela é cheia de momentos, sorrisos, amor, crescimento e aprendizado. Gente, é lindo. Mas é uma solidão que arranca a gente de si mesma. É uma pressão que esmaga. Hoje, entendo perfeitamente o que é sentir-se sozinha em meio à multidão.


Quando o filho chora e pede colo, sou eu quem vai para o cantinho. Amamento, acolho, acalmo, faço dormir e fico ali, quietinha, esperando ele acordar no tempo dele. Todo mundo passa por mim, como se eu fosse só uma cadeira no meio do salão. Nossa... quantas vezes eu me senti, e ainda me sinto, assim...


A Realidade da Maternidade


Eu, que li tanto e me organizei para a maternidade real, passei batido pela informação de que tudo isso não acaba depois de um ano, nem quando você para de amamentar. Isso vai durando, se arrastando, mudando de forma... mas não passa.


E três anos podem passar rápido para quem está olhando de fora, mas são uma vida inteira. Pelo menos a vida inteira do meu filho. Para mim, que estou aqui vivendo... ou sobrevivendo, não sei bem.


O Papel do Parceiro


Eu tenho muita sorte pelo pai que meu filho tem. Ele é um grande namorado, o melhor parceiro de balada, meu personal chef, que às vezes ama por nós dois. Ele é um poço de paciência, o único filósofo que eu sou capaz de amar e admirar.


Na maior parte das vezes, é ele quem torna possível dar conta de tudo. Ele vê graça onde, às vezes, eu vejo pânico e desespero. E quando nem ele é suficiente, eu tenho outra mãe... uma mãe amiga. Porque toda mãe precisa de uma mãe para quem possa dizer umas verdades sobre a maternidade sem ser julgada.


O Apoio Necessário


E, por falar em julgamento, eu tenho minha psicóloga, que há alguns anos se encarrega de me falar as verdades difíceis. Ela me faz olhar para onde eu não quero, mas segura a minha mão para eu não precisar passar por nada sozinha.


E tem meu personal, que aguenta o meu humor infernal. Ele garante as doses semanais de dopamina e ainda me proporciona a alegria de me amar quando me olho no espelho.


Pelo menos há três anos, esse é o time que tem me mantido de pé para dar conta da razão pela qual hoje eu acordo todo dia. Esse presentinho de Deus que há três anos chegou aqui, perturbou as noites, agita todas as manhãs e dorme deliciosamente abraçado comigo.


O Amor de Mãe


O dono do sorriso mais babaca do mundo. O chato da Patrulha Canina. O menino que me deu esse título de mãe. E que me fez descobrir o que é o tal amor de mãe.


Um amor que não nasce com o filho, mas que é construído com ele, todos os dias. Um amor diferente de tudo o que eu já imaginei. Um amor que não tem nada de perfeito, de romantizado, de idealizado. Um amor que acontece e cresce apesar.


Meu bebê não é mais um bebê. As palavras erradas estão indo embora. Ele já faz escolhas, toma decisões, pede desculpas, diz "obrigado" e "por favor". É minha criança tagarela, que fala com as pessoas na rua, anda de cabeça erguida e dança sob qualquer barulho ritmado.


Como eu amo esse menino, que é, sim, a cara do pai, o jeito do pai, mas que fui eu que preparei. Há três anos, o pai dele segurou a minha mão (talvez eu tenha tentado arrancar a mão dele fora) e me ajudou a trazer esse menininho para alegrar o nosso mundo.


Reflexões Finais


A maternidade é uma jornada cheia de altos e baixos. É um caminho que exige coragem e vulnerabilidade. Cada dia traz novos desafios e novas alegrias. E, mesmo com todas as dificuldades, eu sigo firme, aprendendo e crescendo ao lado do meu filho.


Através da Gestalt-terapia, um caminho humanista, eu te acompanho em sua jornada. Seja você adolescente ou adulto, sejam casais ou uma família, ou parte da comunidade LGBTQIAP+, em Florianópolis ou online, minha experiência está aqui para te apoiar no teu processo.


Se você está buscando autoconhecimento e bem-estar, saiba que não está sozinho. A jornada pode ser desafiadora, mas é também cheia de amor e descobertas. Vamos juntos explorar suas dores e seu sofrimento, sua história e vivências.

 
 
 

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Caroline Ferreira dos Santos - Psicóloga - CRP 12/18739 - Gestalt Terapeuta - Florianópolis / SC

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