Será que eu preciso de terapia?

Essas perguntas costumam aparecer quando alguma coisa não está bem, mas nem sempre existe um motivo óbvio para procurar ajuda. Às vezes é a ansiedade, uma tristeza que vai e volta, uma irritação meio persistente, dificuldades nos relacionamentos, mudanças importantes na vida ou uma sensação persistente de estar sobrecarregado.
Mas afinal, é preciso estar “mal” para procurar um psicólogo?
Primeiro, não! Mas, a psicoterapia pode fazer sentido tanto diante de um sofrimento psicológico quanto em momentos de mudança, conflitos, dúvidas, dificuldades relacionais ou interesse em compreender melhor a própria experiência. Não existe uma lista que determine quando é certo e quando é errado buscar terapia, ou quem “precisa” ou “não precisa” de terapia.
A necessidade de acompanhamento depende primeiramente do desejo da pessoa e depois da história, do contexto e do que cada pessoa está vivendo.
Quando perceber que algo está interferindo na sua vida, quando determinadas questões estão difíceis de elaborar sozinho ou simplesmente quando sentir que gostaria de compreender melhor o que está acontecendo. Não é preciso esperar chegar ao limite para procurar ajuda.
E aí, quem procurar? Qual a diferença entre os profissionais?
· Psicólogo / Psicoterapeuta: Profissional com graduação em Psicologia e registro ativo no Conselho Regional de Psicologia (CRP). É habilitado para conduzir processos de psicoterapia.
· Psicanalista: Profissional com formação em Psicanálise (que pode ou não ter graduação prévia em Psicologia). Caso não seja psicólogo, não possui registro no CRP.
· Terapeuta: Termo genérico que costuma designar profissionais que atuam com práticas de bem-estar e terapias integrativas. Atenção: a maioria não possui formação em Psicologia nem regulamentação pela área da saúde mental.
· Psiquiatra: Médico especializado em saúde mental. É o profissional habilitado para avaliar diagnósticos clínicos e indicar ou acompanhar tratamentos medicamentosos quando necessário.
Como então vou encontrar um bom profissional?
Você pode buscar profissionais por indicação, que geralmente é a melhor alternativa, ou em clínicas, Google... No caso de psicólogos, é importante verificar o registro profissional nos conselhos regionais.
O ideal é que você reúna alguns contatos, mande mensagem, pergunte sobre a forma de trabalho desse profissional, pergunte sobre valores, horários disponíveis e assim aproveite para “sentir” se você simpatiza com a pessoa. O processo terapêutico faz sentido quando nos identificamos com o profissional que vai nos acompanhar.
Então vale sim pensar se você prefere um homem ou uma mulher, se é importante que seja uma pessoa branca ou negra, se é mais novo ou mais velho, se é LGBTQIAP+ ou não... tudo isso vai fazer diferença no processo se você sentir que faz diferença para você.
Para quem necessita de atendimento público e gratuito, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) oferece diferentes modalidades de cuidado em saúde mental. O acesso pode ser feito diretamente pelas Unidades Básicas de Saúde (postos de saúde) ou pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do seu município.




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